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o primeiro fim do mundo a gente nunca esquece

a re vitrola propôs dar um retorno à blogosfera raiz através de uma blogagem coletiva com a finalidade de interagir e exercitar a criatividade, como primeiro tema temos: "eu fui, eu tava" - no post da re (me sinto íntima sim) ela dá várias sugestões e eu resolvi relembrar um acontecimento de 21 anos atrás - por que não, não é mesmo? registrar esse episódio antes que mais tempo passe e eu acabe apenas com borrões e fragmentos desconexos. 



eu tinha 8 anos, na época meus pais ainda eram casados mas eu já era uma menina meio estranha sem muitas habilidades sociais ou muitos amigos, meu maior passatempo era desenhar imitando o estilo de desenho de sailor moon ou ler e colorir os saudosos almanacões da turma da mônica. eram outros tempos e as pessoas eram mais influenciáveis (ou ao menos essa era a impressão que eu tinha), e por isso a maior fonte de informação em tempo real e de confiança era o jornal impresso e televisivo, e meu pai acompanhava os dois, fielmente. 

um grande dia da capivara

fiquei uns tempos sem aparecer por aqui por que ultimamente meus dias são sempre o mesmo dia, ou seja, eu (e provavelmente grande parte da população brasileira) estou presa num eterno dia da marmota... mas eu prefiro pensar que ao invés de marmotas, eu estou presa no dia da capivarinha - um belo animal típico da américa do sul. o caso é que eu sentia que nada que eu pudesse escrever aqui seria relevante ou interessante o bastante, até que eu me lembrei: a intenção aqui é ser um diário livre de expectativas, e quanto mais eu me cobrasse em ser interessante, menos eu acabaria escrevendo aqui e logo - mais uma vez - eu assassinaria mais um blog.


muito melhor e mais graciosa que uma marmota

normalmente eu acordo umas 9h, tomo meu café (sou millennial mon amour) e bebo minha primeira leva de remédios. nos últimos dias eu tenho tentado ficar um pouco no sol pra melhorar minha taxa de vitamina D que está sempre baixa. e depois eu normalmente vou pro notebook não fazer nada de produtivo, vendo gameplays de the sims ou passando raiva assistindo a CPI da covid - nunca vi tanto velho burro e mau caráter num só estabelecimento. o caso é: TODO DIA É SEMPRE O MESMO DIA. E EU NÃO AGUENTO MAIS.


pensei em voltar a tentar estudar para concursos (risos) mas só o pensamento me deixa em uma crise de ansiedade absurda. as vezes eu leio algum livro ou mangá mas logo me sinto culpada por não estar fazendo nada de significativo no meu dia. também pensei em escrever e quem sabe colocar em um site como o wattpad - mas quem se interessaria e quem disse que eu conseguiria fazer um trabalho decente. por fim eu decidi começar aos poucos: voltar a desenhar nem que seja um pequeno rabisco por dia, e tentar voltar a praticar um idioma com a grande coruja verde maligna (aka duolingo).


porém uma coisa é certa: eu vou sim manter esse espaço nem que seja pra escrever bobagens e ventilar essa carga pesada da vida real que anda se acumulando nas minhas costas e vou continuar na busca por mais pessoas que também estejam na teimosia de manter um "blog-diário" sem expectativas comerciais, sempre na busca de mais pessoas normais e com falhas que estejam dispostas a aprender com isso ou apenas dar aquela risadinha na cara da tragédia diária como todo bom brasileiro. 

queria terror, ganhei drama...

sei que tem uns dias que não apareço aqui, mesmo depois do meu compromisso (comigo mesma) de tentar escrever aqui duas vezes por semana. mas é que, tem dias que eu simplesmente não consigo articular nenhuma sentença sem ter uma leve crise de pânico. e ultimamente eu me sentia assim. aquele sentimento de que qualquer coisa que eu fizesse ia desaparafusar alguma coisa na minha cabeça e eu ia entrar em um surto, e bem, eu moro sozinha com minha mãe e ela definitivamente não tem nenhuma condição de lidar com um surto emocional meu. levando isso em consideração eu resolvi não entrar no twitter, olhar menos o whatsapp, fingir que era parte da cama do quarto e ver uma série de terror.



isso mesmo, terror (especialmente os mais absurdos) são muito bons pra esses momentos - na minha opinião - pelo simples fato de que muito dificilmente você consegue se colocar naquelas situações. então eu resolvi ver "a maldição da mansão Bly" já que eu dei uma negligenciada quando saiu apenas por conta de críticas nada gentis.